quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Amor que não existiu

 Esse são versos de um amor

Que existiu e não existiu

Existiu em mim

Amor não vivido, experimentado, deixado de lado.

Aflorado na pele, no toque disfarçado, no beijo guardado. 

No beijo pedido, implorado.

Que não me pertenceu.

Esses são versos de amor piegas.

Clichê.

Nasceu em mim.

Só existiu em mim. 

Alimentado por você.

Que não me pertenceu, mas eu pedi.

Supliquei.

Demonstrei.

Eu não soube conquistar

E você não permitia eu me aproximar

E eu ficava ali no canto

Esperando quem sabe você me notar

E se apoderar

Do que já era seu, nasceu para ser seu


Você é o pensamento que me desperta e aquele que me impede de dormir.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Brasas

Tinha brasas no olhar
No corpo 
Na alma

A paixão fulminou no beijo
Desceu no toque 
Sentiu a pele

Quis tanto 
Com tanta intensidade
E teve

Ela se embriagou com o gosto
Da pele
Do suor
Do gozo
Permitiu se sentir cada centímetro do seu pecado original
Desenhou nele com os lábios seu nome
Sua vontade
Seu amor
Desejou o e teve
Sonhou e realizou

Ele teve medo
Fugiu
... foi embora

Ela só tinha brasas
Ela era só paixão
Ela estava sozinha

A brasa apagou
A fome cessou
Só Deus sonhos ficaram presos naqueles minutos onde seus corpos entrelaçados eram só um


Ela em suas asas douradas porém machucadas, ensaiava voos longos ainda que a dor viesse. Quem a via de longe diria que jamais houve pássaro mais livre e belo, quem a via pousar notava em seus olhos as lágrimas de sangue. Não houve até então, quem tivesse lhe oferecido lenços ou abraços.