simplesmente Zizi
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
Demais
Sou demais por não caber nas desculpas.
Sou excessiva demais pois não pedi licença para nascer.
Cheguei fazendo tumulto demais para passar desapercebida.
Trago em mim pesos
Toneladas de emoções incontroláveis
Voláteis
Transcendentais
Intensa
Flamejante.
Como o incêndio em mata seca
Como a enchente em terra plana.
Demais.
Ensurdecedora no meu gritar
Exagerada.
Densa
D.E.M.A.I.S
sábado, 7 de fevereiro de 2026
Despedida poetica
Hoje preciso deixar ir
Dizer adeus enquanto te amo
E sangro
Ficar seria silenciar ainda mais enquanto imploro migalhas da tua atenção
Quero ir e te deixar para trás
Não tenho forças para dizer até breve.
Adeus
A D.E.U.S
Até a despedida tem seu nome nela.
Preciso te soltar onde as amarras do existem em mim.
Apenas minhas maos tem laços.
Você nunca quis estar atado
Eu quero ir e te deixar onde minha ânsia por amar me prende
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026
Jogo de azar
A casa não fala
Está em silencio
o cronômetro enguiçou
Nada resta
O que havia de vida evaporou
Eu me despedacei
Me neguei
Não peço desculpa, não quero desculpa
Meu crime pago com sangue
Do coração que está em cacos
Tenho o orgulho ferido
Ele me é servido feito veneno
Vou bebendo e rindo
Fingindo ser forte,
Eu caio
A sombra na parede tem Um rosto
O meu esculpido em pedra,
O olhar perdido
De quem se perdeu num jogo
Apostou a própria alegria
Vou sangrar seus dias
Não há força pra levantar o copo...
O corpo
Não sou eu o dono do jogo.
Não tenho o que apostar.
Perdi a vida
quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
Amor que não existiu
Esse são versos de um amor
Que existiu e não existiu
Existiu em mim
Amor não vivido, experimentado, deixado de lado.
Aflorado na pele, no toque disfarçado, no beijo guardado.
No beijo pedido, implorado.
Que não me pertenceu.
Esses são versos de amor piegas.
Clichê.
Nasceu em mim.
Só existiu em mim.
Alimentado por você.
Que não me pertenceu, mas eu pedi.
Supliquei.
Demonstrei.
Eu não soube conquistar
E você não permitia eu me aproximar
E eu ficava ali no canto
Esperando quem sabe você me notar
E se apoderar
Do que já era seu, nasceu para ser seu