Publicando algo que não escrevi mas que gostei muito de ler
Amizade Muitas pessoas irão entrar e sair da sua vida mas somente verdadeiros amigos deixarão pegadas no seu coração. Para lidar consigo mesmo, use a cabeça, para lidar como os outros, use o coração, raiva é a única palavra de perigo. Se alguém te traiu uma vez, a culpa é dele; Se alguém te trai duas vezes, a culpa é sua. Quem perde dinheiro, perde muito, Quem perde um amigo, perde mais. Quem perde a fé, perde tudo. Jovens bonitos são acidentes da natureza: Velhos bonitos são obras de arte. Aprenda também com o erro dos outros, você não vive tempo suficiente para cometer todos os erros. Amigos você e eu... Você trouxe outro amigo... Agora somos três... Nós começamos um grupo... Nosso círculo de amigos... E como um círculo, não tem começo nem fim... Ontem é história: Amanhã é mistério, Hoje uma dádiva, É por isso que é chamado presente...
Fabiano Lustosa
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
De repente 25
Escrevi isso pouco antes de completar 25 e agora estou pouco antes de completar 30....
Tenho 25 anos. Aliás, farei 25, hoje tenho 24 anos, 8 meses e 28 dias.
Não é engraçado como os dias parecem passar mais rápido? Parece que foi ontem meu primeiro beijo, aos 12 anos. E, num piscar de olhos, de lá pra cá, 12 anos se perderam no caminho. O primeiro beijo, o primeiro amor, a primeira decepção... Parecia tudo tão difícil naquela época...
A dor do amor doía mais, mas logo vinha outro amor que doía mais ainda, geralmente o intervalo de tempo entre um e outro era de mais ou menos meses, e dependendo da ocasião, dias. As roupas eram mais coloridas, as paixões mais avassaladoras e o máximo que as meninas da minha idade almejava era ter 15. Dormi depois de tanto chorar um amor perdido e quando percebi, tinha 15 anos.
Ahhh a tão sonhada idade não tinha muita diferença. Como é que consegui ir tão rápido dos 12 aos 15? Será que era mágica? Não. Definitivamente eu não era David Cooperfield e não conseguiria tal feito; mas a questão era essa: - eu pulei dos 12 aos 15 e não sabia como. Só comecei a entender a diferença quando veio a menarca, mudei o adjetivo amor para louca e mais intensa paixão, e os grupos musicais compostos de dançarinos afinados como os New Kids, Menudos, Dominó faziam parte da minha roda de assuntos.
Algumas das minhas amigas já tinham vivido experiências diferentes da minha, porque naquela época eu já tinha amigas bem mais velhas que eu, e as aventuras que para mim aos 15 eram novidades, para elas, aos 20 eram coisas do passado. Então ter 18 ou 20 era a idade almejada, a liberdade, poder chegar em casa às 2:00h ou entrar na faculdade. Quis tanto ter 18, ser independente, que fechei os olhos e então eles estavam lá, inteirinhos, bem vividos, 18 anos.
De novo! Como consegui fazer o tempo correr tão depressa? Adiantei o relógio, parei de fazer aniversário, pulei datas? Não me lembrava de ter feito nada disso, mas os 18 estavam ali, fresquinhos, com experiências novas e instigantes a serem vividas. Eu poderia sentir aquilo que minhas amigas mais velhas falavam tanto:- sexo, amor, traição, drogas, bebidas, liberdade, emprego. E experimentei cada experiência descrita por elas. A cada uma, essas amigas ouviam os relatos sempre acompanhados de um comentário como: “ na minha época foi assim”, ou “nossa, quando tinha sua idade foi tão diferente...” Como assim, quando elas tinham minha idade era tudo diferente? Não tinha sido elas que me fizeram sonhar com os 18 anos para viver cada história como elas viveram? Agora nada disso tinha mais significado? Não conseguia entender direito. Só sei que comecei a perceber que os anos, cada um que vivi eram especiais por sua própria característica e que não fazia sentido querer que eles passassem mais depressa.
Tarde demais, quando percebi havia piscado o olho e lá estava eu comemorando os 22 anos. Nossa, que loucura... 22 Como passou assim tão rápido? O que eu fiz nos últimos 4 anos? Quais seriam as minhas histórias? Quantos amigos eu deixei para trás? Quantos amores viraram paixões, e quantas paixões viraram decepções? Eu tinha muita pressa em viver todas as idades esperadas, que por causa da pressa, não vi ficar o que realmente tinha valor, o que era importante.
Poderia simplesmente ter vivido uma a uma as experiências que as idades pelas quais eu passei me proporcionaram. Vivi, mas não deixei que ficassem na memória. A pressa em chegar foi a mais cruel inimiga. Pressa para chegar. Estranho não? Agora tenho a severa necessidade que os anos já não passem tão depressa assim. Quero viver tudo de novo, fazer diferente, voltar aos erros e acertar, voltar aos acertos e errar. Fazer diferente, sofrer menos; ter mais amores, intensas paixões, mais amigas, quem sabe mais novas ou da mesma idade, mais sonhos.
Ah os sonhos. Ter os sonhos utópicos dos 12 anos ou os impossíveis e dramáticos dos 15, ou até mesmo os sonhos de carreira, as que mudavam a cada dia, característica marcante dos 18 aos 20. Sim, eu queria poder voltar no tempo. Não seria bom poder voltar no tempo e consertar certos enganos, conhecer de novo as pessoas ideais, não se apaixonar pelo melhor amigo... Mas o tempo não volta e o mundo, como boa esfera que é, continua rodando, com seu tempo milimétricamente cronometrado.
Assim como não posso estagnar o tempo e com ele a seqüência natural da vida como a velhice, o cansaço, o entardecer, as frustrações; declaro-me vencida por ele, comandada por seu relógio e predestinada a seguir meu próprio curso. E é assim, como num relâmpago, tenho 25, de repente 25, ou quase. Sim, prefiro o quase 25, afinal ainda faltam exatos 15 minutos, 3 meses e um dia.
Viverei cada segundo que a roda da vida me permitir, mas agora sem pressa. Curtindo a paisagem, o por do sol, o amanhecer, as novas paixões, que sejam ardentes, intensas ou não. Quem sabe surja um amor, ou dois; quem sabe eu tenha mais amigos, mais novos, mais velhos e faça com diferentes turmas uma grande turma de afeiçoes. Quem sabe eu tenha mais tempo para retomar antigos projetos, afinal não posso voltar o tempo, mas posso girá-lo e relembrá-lo sempre que as lembranças se fizerem saudosas.
De repente 25, ou melhor, quase. Nossa, nem me dei conta que ainda não casei, não tive filhos ( a maioria das amigas dos 12, 15, 20 e 22 anos os tem), não tenho emprego fixo, nem casa montada; não sou bem sucedida e não ganho bem. Meus avós vivem tentando me convencer que já passei da idade de me casar; as tias mais velhas se preocupam com meu futuro financeiro, como se isso fosse realmente importante. Mas dessa vez vai ser diferente.
Tenho 25, ou quase e me orgulho da idade que tenho pois ela é única, não poderei mais tê-la, em tempo algum, porém, como estou deixando que ela passe, mas que fique comigo guardada, eu tenho vivido-a intensamente. O que o futuro me reserva é assunto pra ser discutido em outro tempo, em outra idade. Afinal, daqui alguns segundos posso piscar e de repente descobrir que tenho 30, ou “quase”.
Tenho 25 anos. Aliás, farei 25, hoje tenho 24 anos, 8 meses e 28 dias.
Não é engraçado como os dias parecem passar mais rápido? Parece que foi ontem meu primeiro beijo, aos 12 anos. E, num piscar de olhos, de lá pra cá, 12 anos se perderam no caminho. O primeiro beijo, o primeiro amor, a primeira decepção... Parecia tudo tão difícil naquela época...
A dor do amor doía mais, mas logo vinha outro amor que doía mais ainda, geralmente o intervalo de tempo entre um e outro era de mais ou menos meses, e dependendo da ocasião, dias. As roupas eram mais coloridas, as paixões mais avassaladoras e o máximo que as meninas da minha idade almejava era ter 15. Dormi depois de tanto chorar um amor perdido e quando percebi, tinha 15 anos.
Ahhh a tão sonhada idade não tinha muita diferença. Como é que consegui ir tão rápido dos 12 aos 15? Será que era mágica? Não. Definitivamente eu não era David Cooperfield e não conseguiria tal feito; mas a questão era essa: - eu pulei dos 12 aos 15 e não sabia como. Só comecei a entender a diferença quando veio a menarca, mudei o adjetivo amor para louca e mais intensa paixão, e os grupos musicais compostos de dançarinos afinados como os New Kids, Menudos, Dominó faziam parte da minha roda de assuntos.
Algumas das minhas amigas já tinham vivido experiências diferentes da minha, porque naquela época eu já tinha amigas bem mais velhas que eu, e as aventuras que para mim aos 15 eram novidades, para elas, aos 20 eram coisas do passado. Então ter 18 ou 20 era a idade almejada, a liberdade, poder chegar em casa às 2:00h ou entrar na faculdade. Quis tanto ter 18, ser independente, que fechei os olhos e então eles estavam lá, inteirinhos, bem vividos, 18 anos.
De novo! Como consegui fazer o tempo correr tão depressa? Adiantei o relógio, parei de fazer aniversário, pulei datas? Não me lembrava de ter feito nada disso, mas os 18 estavam ali, fresquinhos, com experiências novas e instigantes a serem vividas. Eu poderia sentir aquilo que minhas amigas mais velhas falavam tanto:- sexo, amor, traição, drogas, bebidas, liberdade, emprego. E experimentei cada experiência descrita por elas. A cada uma, essas amigas ouviam os relatos sempre acompanhados de um comentário como: “ na minha época foi assim”, ou “nossa, quando tinha sua idade foi tão diferente...” Como assim, quando elas tinham minha idade era tudo diferente? Não tinha sido elas que me fizeram sonhar com os 18 anos para viver cada história como elas viveram? Agora nada disso tinha mais significado? Não conseguia entender direito. Só sei que comecei a perceber que os anos, cada um que vivi eram especiais por sua própria característica e que não fazia sentido querer que eles passassem mais depressa.
Tarde demais, quando percebi havia piscado o olho e lá estava eu comemorando os 22 anos. Nossa, que loucura... 22 Como passou assim tão rápido? O que eu fiz nos últimos 4 anos? Quais seriam as minhas histórias? Quantos amigos eu deixei para trás? Quantos amores viraram paixões, e quantas paixões viraram decepções? Eu tinha muita pressa em viver todas as idades esperadas, que por causa da pressa, não vi ficar o que realmente tinha valor, o que era importante.
Poderia simplesmente ter vivido uma a uma as experiências que as idades pelas quais eu passei me proporcionaram. Vivi, mas não deixei que ficassem na memória. A pressa em chegar foi a mais cruel inimiga. Pressa para chegar. Estranho não? Agora tenho a severa necessidade que os anos já não passem tão depressa assim. Quero viver tudo de novo, fazer diferente, voltar aos erros e acertar, voltar aos acertos e errar. Fazer diferente, sofrer menos; ter mais amores, intensas paixões, mais amigas, quem sabe mais novas ou da mesma idade, mais sonhos.
Ah os sonhos. Ter os sonhos utópicos dos 12 anos ou os impossíveis e dramáticos dos 15, ou até mesmo os sonhos de carreira, as que mudavam a cada dia, característica marcante dos 18 aos 20. Sim, eu queria poder voltar no tempo. Não seria bom poder voltar no tempo e consertar certos enganos, conhecer de novo as pessoas ideais, não se apaixonar pelo melhor amigo... Mas o tempo não volta e o mundo, como boa esfera que é, continua rodando, com seu tempo milimétricamente cronometrado.
Assim como não posso estagnar o tempo e com ele a seqüência natural da vida como a velhice, o cansaço, o entardecer, as frustrações; declaro-me vencida por ele, comandada por seu relógio e predestinada a seguir meu próprio curso. E é assim, como num relâmpago, tenho 25, de repente 25, ou quase. Sim, prefiro o quase 25, afinal ainda faltam exatos 15 minutos, 3 meses e um dia.
Viverei cada segundo que a roda da vida me permitir, mas agora sem pressa. Curtindo a paisagem, o por do sol, o amanhecer, as novas paixões, que sejam ardentes, intensas ou não. Quem sabe surja um amor, ou dois; quem sabe eu tenha mais amigos, mais novos, mais velhos e faça com diferentes turmas uma grande turma de afeiçoes. Quem sabe eu tenha mais tempo para retomar antigos projetos, afinal não posso voltar o tempo, mas posso girá-lo e relembrá-lo sempre que as lembranças se fizerem saudosas.
De repente 25, ou melhor, quase. Nossa, nem me dei conta que ainda não casei, não tive filhos ( a maioria das amigas dos 12, 15, 20 e 22 anos os tem), não tenho emprego fixo, nem casa montada; não sou bem sucedida e não ganho bem. Meus avós vivem tentando me convencer que já passei da idade de me casar; as tias mais velhas se preocupam com meu futuro financeiro, como se isso fosse realmente importante. Mas dessa vez vai ser diferente.
Tenho 25, ou quase e me orgulho da idade que tenho pois ela é única, não poderei mais tê-la, em tempo algum, porém, como estou deixando que ela passe, mas que fique comigo guardada, eu tenho vivido-a intensamente. O que o futuro me reserva é assunto pra ser discutido em outro tempo, em outra idade. Afinal, daqui alguns segundos posso piscar e de repente descobrir que tenho 30, ou “quase”.
domingo, 14 de dezembro de 2008
Pedido público de perdão 1
Sim numerei o pedido público porque sinto que esse ainda será so o primeiro de inumeros que terei que fazer, que preciso fazer.
entao lá vai...
Querida Tha, já pedi seu perdão inumeras vezes, mas ao que vejo, em vão.
Sim tenho a certeza absoluta que a magoei; o mais engraçado é que a magoei como já havia feito outras vezes, porém dessa vez foi justamente testando sua confiança em mim.
Que ilusão a minha achar que apos ter traido sua confiança em mim vc acreditaria na verdade.
Eu poderia te-la feito ou dito de outra maneira, ou simplesmente fingido que o episodio nao me feriiu (assim como fiz em outras ocasioes) mas não quis.
Quis ser verdaderia a você, por amor a você, mas confesso também por amor à mim.
Ousei dizer-lhe verdades que vc deveria ter acesso, mas que poderia ter o direito de escolher te-las ou não. Mesmo ficando com essa dúvida por tanto tempo, ainda hoje não me arrependo de te-las contado, mesmo sabendo que você não acreditou, e se acreditou, não levou-as em consideração.
Somos tão parecidas na personalidade e tão adversas nas atitudes. Você prefere a razão, o politicamente correto, fazer o que a sociedade julga correto, viver ponderadamente para evitar sofrimentos maiores. Eu sempre escolhi os caminhos mais dificeis, sempre ouvi meu coração mesmo sabendo que na maioria das vezes ele me traia e eu sofri muito mais, bemmmmm mais.
Mas isso não vem ao caso. A verdade é que sim, estou pedindo um perdão publico a você
Vc me conhece muito bem e sabe que essa atitude custou-me o orgulho, tão comuns aos teixeiras. Custou-me o orgulho porem não maculou o imenso amor que tenho por ti.
Amor de irma, amiga, prima, mãe.
Nem sei se um dia eu já lhe disse o quanto eu a admiro, por sua força, determinação, coragem, ponderação, razão, elegância de atitudes, sua molecagem, sua abdicação da sua posição social elevada em prol da simplicidade radiante que vc exibe.
Se viver outras tantas vidas, nelas quero reencontrar você, na mesma condição e em todas essas vidas, ainda amar-te com força tal e admiração tão que palavras são insuficientes (parece brincadeira eu dizer isso né)
Ahh não poderia esquecer de dizer que...
Sorvete de creme com passas e brigadeiro são incrivelmente melhor com vc...
Rodar de acrro com vc pela cidade nunca é um programa comum...
Sua risada preenche qualquer lugar...
Ate a sua manha convence...
As vezes sua simplicidade exagerada me indigna e dá uma raiva danada...
Adoro qdo vc surpreende saindo extremamenteeeeeeeeeeeeeeeeee arrumada
Qdo vc critica meu jeito desajeitado e estabanado quase me convence a mudar...
Que a sua descrença nos meus dons de enfermeira me fizeram querer ser cada dia melhor... (juro dessa vez fazer uma massagem caprichada)
Sim vc fica insuportavel qdo esta com sono...
VC dorme mais que a cama...
Sei que vc diz que não mas adora minha comida...
Sim eu adoro vc nas fotografias porque indiscutivelmente vc é a teixeira que fotografa melhor...
Espero que vc tenha comprado um cd novo do paralamas porque aquele seu ja tava bemmmm arranhado...
temos muito em comum, mais do que queremos, mas eu amo muito tudo isso...
Perdão por te-la ferido, magoado, decepcionado, mas eu não sou tão pefeitinha, alias sou o adverso à isso.
PERDÃO.
Mas a amo, com meu jeito zizi de amar
entao lá vai...
Querida Tha, já pedi seu perdão inumeras vezes, mas ao que vejo, em vão.
Sim tenho a certeza absoluta que a magoei; o mais engraçado é que a magoei como já havia feito outras vezes, porém dessa vez foi justamente testando sua confiança em mim.
Que ilusão a minha achar que apos ter traido sua confiança em mim vc acreditaria na verdade.
Eu poderia te-la feito ou dito de outra maneira, ou simplesmente fingido que o episodio nao me feriiu (assim como fiz em outras ocasioes) mas não quis.
Quis ser verdaderia a você, por amor a você, mas confesso também por amor à mim.
Ousei dizer-lhe verdades que vc deveria ter acesso, mas que poderia ter o direito de escolher te-las ou não. Mesmo ficando com essa dúvida por tanto tempo, ainda hoje não me arrependo de te-las contado, mesmo sabendo que você não acreditou, e se acreditou, não levou-as em consideração.
Somos tão parecidas na personalidade e tão adversas nas atitudes. Você prefere a razão, o politicamente correto, fazer o que a sociedade julga correto, viver ponderadamente para evitar sofrimentos maiores. Eu sempre escolhi os caminhos mais dificeis, sempre ouvi meu coração mesmo sabendo que na maioria das vezes ele me traia e eu sofri muito mais, bemmmmm mais.
Mas isso não vem ao caso. A verdade é que sim, estou pedindo um perdão publico a você
Vc me conhece muito bem e sabe que essa atitude custou-me o orgulho, tão comuns aos teixeiras. Custou-me o orgulho porem não maculou o imenso amor que tenho por ti.
Amor de irma, amiga, prima, mãe.
Nem sei se um dia eu já lhe disse o quanto eu a admiro, por sua força, determinação, coragem, ponderação, razão, elegância de atitudes, sua molecagem, sua abdicação da sua posição social elevada em prol da simplicidade radiante que vc exibe.
Se viver outras tantas vidas, nelas quero reencontrar você, na mesma condição e em todas essas vidas, ainda amar-te com força tal e admiração tão que palavras são insuficientes (parece brincadeira eu dizer isso né)
Ahh não poderia esquecer de dizer que...
Sorvete de creme com passas e brigadeiro são incrivelmente melhor com vc...
Rodar de acrro com vc pela cidade nunca é um programa comum...
Sua risada preenche qualquer lugar...
Ate a sua manha convence...
As vezes sua simplicidade exagerada me indigna e dá uma raiva danada...
Adoro qdo vc surpreende saindo extremamenteeeeeeeeeeeeeeeeee arrumada
Qdo vc critica meu jeito desajeitado e estabanado quase me convence a mudar...
Que a sua descrença nos meus dons de enfermeira me fizeram querer ser cada dia melhor... (juro dessa vez fazer uma massagem caprichada)
Sim vc fica insuportavel qdo esta com sono...
VC dorme mais que a cama...
Sei que vc diz que não mas adora minha comida...
Sim eu adoro vc nas fotografias porque indiscutivelmente vc é a teixeira que fotografa melhor...
Espero que vc tenha comprado um cd novo do paralamas porque aquele seu ja tava bemmmm arranhado...
temos muito em comum, mais do que queremos, mas eu amo muito tudo isso...
Perdão por te-la ferido, magoado, decepcionado, mas eu não sou tão pefeitinha, alias sou o adverso à isso.
PERDÃO.
Mas a amo, com meu jeito zizi de amar
idas
Querida família estou indo para casa. As malas estão prontas com quase 1 semana de antecedência e pasmem, so tres pequenas malas. Sim pequenas, dessa vez não exagerei como o de costume. tenho sido e agido menos exageradamente como sempre fui. Como diria vc mãe, eu sou quase um travesti impossivel não ser notada porque so chego fazendo estardalhaço. Enquanto fazia minhas malas hoje à tarde, contava os dias e a as horas, fui revivendo como num filme o dia em que sai de casa pra ficar longe, ir trabalhar, seguir meu proprio caminho
Como se eu conseguisse esquecer de vcs um minuto sequer...
E por não esquece-los, as evzes esqueço de mim. Queria não sofrer tanto com os problemas de vcs, mas é quase impossivel.
Ja comprei todas as embrancinhas mesmo sabendo que eu mesma nao serei lembrada. Vcs não se lembram mesmo não é? Saçvo exceções aqueles momentos unicos onde minha presença se faz quase que imediata.
Se fossêmos participar de um concurso na TV rádio ou coisa parecida com certeza vcs perderiam feio.
Eu sei de cor a cor predileta de cada um; os estilo de roupa, música, o programa predileto, o hobby, o programa de tv, o aniversario, os ídolos da música, o corinho da igreja. Eu sei tanto sobre vcs e vcs tão pouco sobre mim. Mas não os culpo, vcs nunca tiveram muito tempo para prestar atenção nisso.
Não perceberam que eu nao visto mais roupa indiana nem ando de curturnos pretos. Acreditam piamente que eu usei salto 15 desde a infancia. que eu não tenho mais cabelos cacheados. Não perberam as inumeras vezes em que estive apaixonada e quantas inumeras vezes sofri. Não perceberam o mal que as pessoas me faziam enquanto julgavam só os meus erros.
Eu ainda quero ir para casa...
tanta saudade...
Mas vcs ja se acostumaram a essa como sou, se eu mudasse radicalmente ai quem sabe ate perceberiam alguma coisa diferente, mas sabem que isso acaba com minha chegada.
Doi a saudade, a saudade da noite...
do cafe da manhã,
das manhas de domingo
das férias
das viagens
Saudade de uma csa que já nao é minha
Por enquanto eu ainda nao tenho casa
vida...
Mas estou indo... saudade no peito
malas prontas
estou chegando
Como se eu conseguisse esquecer de vcs um minuto sequer...
E por não esquece-los, as evzes esqueço de mim. Queria não sofrer tanto com os problemas de vcs, mas é quase impossivel.
Ja comprei todas as embrancinhas mesmo sabendo que eu mesma nao serei lembrada. Vcs não se lembram mesmo não é? Saçvo exceções aqueles momentos unicos onde minha presença se faz quase que imediata.
Se fossêmos participar de um concurso na TV rádio ou coisa parecida com certeza vcs perderiam feio.
Eu sei de cor a cor predileta de cada um; os estilo de roupa, música, o programa predileto, o hobby, o programa de tv, o aniversario, os ídolos da música, o corinho da igreja. Eu sei tanto sobre vcs e vcs tão pouco sobre mim. Mas não os culpo, vcs nunca tiveram muito tempo para prestar atenção nisso.
Não perceberam que eu nao visto mais roupa indiana nem ando de curturnos pretos. Acreditam piamente que eu usei salto 15 desde a infancia. que eu não tenho mais cabelos cacheados. Não perberam as inumeras vezes em que estive apaixonada e quantas inumeras vezes sofri. Não perceberam o mal que as pessoas me faziam enquanto julgavam só os meus erros.
Eu ainda quero ir para casa...
tanta saudade...
Mas vcs ja se acostumaram a essa como sou, se eu mudasse radicalmente ai quem sabe ate perceberiam alguma coisa diferente, mas sabem que isso acaba com minha chegada.
Doi a saudade, a saudade da noite...
do cafe da manhã,
das manhas de domingo
das férias
das viagens
Saudade de uma csa que já nao é minha
Por enquanto eu ainda nao tenho casa
vida...
Mas estou indo... saudade no peito
malas prontas
estou chegando
domingo, 30 de novembro de 2008
bebida versus telefone
Quando a bebida entra a verdade sái. Eis uma verdade indissoluvel, e contrangedora. POde não ser aquela verdade dígina de ser reverenciada, mas a questao é que a bebida dá coragem aos timidos, fracos, mal rsolvidos, medoros e afins. BAsta um gole. Quer dizer, alguns goles, para que aquela verdade reprimida, jorre feito cachoeira. Pior que a ressaca da bebida, é a dor de cabeça que por causa dela, e por ela e com ela, aconteceram. Sentir que nao deveria ter dito "aquilo", a vonatde de que o mundo sumisse, é comum as que compartilham desse mal. Eu sei que isso acontece com toda pessoa com vida sentimental, profissional e pessoal mal resolvida. Nas duas primeiras cerevejas, a alegria se apodera daquele que cujo o coração dilacerado tenta driblar. A quarta, quinta e sexta, começam a produzir no indivíduo o contato com a realidade que ele tentava se esquivar, ja mais deprimido, ele se cala, e, caso continue na mesa e com o copo, a sétima produz o pranto e suas inquietações tornam-se expostas. E ele ou ela tentou evitar ...
Quando a pessoa se da conta do que ja fez, ou melhor, falou, quer ir embora, a vergonha vai chegando com a quase sobriedade.
É nesse momento que vem a pior parte: o contato telefonico.
Eu sei, vc apagou da agenda, achou que tinha apagado... Você em sã consciencia jamais ligaria; mas essa noite vc é vitima da verdade. Aquela angustia no peito, a saudade que doi, a coragem que faltava vem como se fosse um leao rugindo.
Sim vc agora tem corage, ao menos pelo telefone podera falar tudo o que quiser, a presença evitada será uma aliada, afinal por telefone é sempre mais facil.
Vc ja observou em um bar ou buteco, em determinado momento da noite, basta um giro de olhar e vc vê homens e mulheres empunhando seu aliado (celular) em uma conversa interminavel, enquanto os amigos, em vão, tentam dissuadilo (a).
A cena que começa no bar termina la ou em casa mesmo, geralmente com pedido de desculpa, perdao, reconciliação, declaração de amor, adjetivos perjorativos, tudo pode ser diyto naquele momento.
OUtro dia cometi um desses desatinos etilicos, afinal sou como todos os mortais.
Bom outro dia assim como em outros dias rsrs
apos umas, algumas, peguei o telefone e disquei o numero que eu jurava ter esquecido e apagado.
A voz do outro lado parecia nao acrditar. Gaguejei, arumetei, declarei e me expus. Falei de um tempo que não volta, do sentimento reprimido, da saudade que resiste ao tempo. Falei de uma mulher segura decidida, que ali estava fraca, impotente.
é tarde demais, era a voz do outro lado...
Tu tu tu tu tu
Delisguei o telefone, num lampejo de sobriedade vi o quanto estava sendo riducula.
Assumida a culpa, fui dormir, antes um neosaldina, afinal a dor de cabeça era minha velha conhecida.
Um conselho de amiga: desligue o telefone quando for beber. É uma medida preventiva eficaz, pode ter certeza disso. Mas se nao conseguir evitar, apagar o numero da agenda ou da memoria, apele para a amnesia alcoolica.
Poucos acreditam, mas quem podera provar?
Quando a pessoa se da conta do que ja fez, ou melhor, falou, quer ir embora, a vergonha vai chegando com a quase sobriedade.
É nesse momento que vem a pior parte: o contato telefonico.
Eu sei, vc apagou da agenda, achou que tinha apagado... Você em sã consciencia jamais ligaria; mas essa noite vc é vitima da verdade. Aquela angustia no peito, a saudade que doi, a coragem que faltava vem como se fosse um leao rugindo.
Sim vc agora tem corage, ao menos pelo telefone podera falar tudo o que quiser, a presença evitada será uma aliada, afinal por telefone é sempre mais facil.
Vc ja observou em um bar ou buteco, em determinado momento da noite, basta um giro de olhar e vc vê homens e mulheres empunhando seu aliado (celular) em uma conversa interminavel, enquanto os amigos, em vão, tentam dissuadilo (a).
A cena que começa no bar termina la ou em casa mesmo, geralmente com pedido de desculpa, perdao, reconciliação, declaração de amor, adjetivos perjorativos, tudo pode ser diyto naquele momento.
OUtro dia cometi um desses desatinos etilicos, afinal sou como todos os mortais.
Bom outro dia assim como em outros dias rsrs
apos umas, algumas, peguei o telefone e disquei o numero que eu jurava ter esquecido e apagado.
A voz do outro lado parecia nao acrditar. Gaguejei, arumetei, declarei e me expus. Falei de um tempo que não volta, do sentimento reprimido, da saudade que resiste ao tempo. Falei de uma mulher segura decidida, que ali estava fraca, impotente.
é tarde demais, era a voz do outro lado...
Tu tu tu tu tu
Delisguei o telefone, num lampejo de sobriedade vi o quanto estava sendo riducula.
Assumida a culpa, fui dormir, antes um neosaldina, afinal a dor de cabeça era minha velha conhecida.
Um conselho de amiga: desligue o telefone quando for beber. É uma medida preventiva eficaz, pode ter certeza disso. Mas se nao conseguir evitar, apagar o numero da agenda ou da memoria, apele para a amnesia alcoolica.
Poucos acreditam, mas quem podera provar?
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Desabafo de uma filha
Querida mãe;
Escrevo sem saber quando entregarei a carta ou se você lerá esse desabafo. Tenho meu próprio tempo, mesmo quando não sei como aproveitá-lo.
Passei os últimos anos da minha vida na estrada, procurando me estabelecer como profissional, como pessoa e mulher. A cada km rodado, uma busca frenética pela realização profissional, social e pessoal, deixando para trás o passado, a família e os amigos, e muitos sonhos.
Ao contrário do que a maioria das pessoas pensam, nunca deixei para trás a saudade. Ela foi minha grande e única companhia e hoje, minha eterna companheira.
Mas a tristeza se faz presente em forma de lembranças; cada uma delas acompanhada de lágrima de dor, muita dor.
Me esforço já quase sem forças, para que as lembranças dos bons momentos sejam mais vivas que as dos maus, no entanto as feridas deixadas não cicatrizaram totalmente, e os bons momentos consolam e amenizam as dores deixadas com elas.
Quando foi que todo mal se instalou?Onde foi que erramos pela primeira vez? Qual foi nossa parcela de culpa? São perguntas cuja as respostas não sei ao certo...
Muitas vezes quando a solidão foi mais forte que eu, me lembrava dos almoços de domingo na casa da vovó Elisa, após a escola dominical. Conversa alta, bagunça, os corinhos, e todos juntos.
Também me apego às recordações das viagens ao Bisnau, nossa predileta por vários motivos: pelo encontro com meu pai, comida da vovó, história do vovô, bacia de alumínio na hora do banho, água esquentada, lamparina, pamonha, seu medo de sapo...
Porque tudo mudou?Porque não pode mais ser como antes?
Porque não posso voltar atrás num tempo em que ao menos eu acreditava ser feliz.
Sei dos incontáveis erros que cometi, alguns deles imperdoáveis. Alguns porque quis, outros sem querer ou perceber, outros para os quais não tenho explicação.
Quem nunca errou?
Tantas vezes fui julgada , criticada, apedrejada; tantas vezes fiz a mesma coisa.
Sempre lutei muito para unir a família em todos os bons e maus momentos, e hoje, sinto-me impotente frustada por não conseguir.
Na trilogia do tempo tenho ficado para trás. Cada um da nossa família parece ter encontrado e seguido seu caminho e criou raizes. E eu?
Como folhas de outono, fico perdida no vento ao sabor do tempo.
Não sou a mulher, a filha, a irma, a enfermeira, a amiga que todos queriam que eu fosse. Sou apenas eu, com todos os meus defeitos e algumas qualidades. Ser feliz hoje, me parece um sonho muito distante de mim.
Mesmo longe amo você e minha familia, e mesmo distante vocês são parte do que eu sou
Escrevo sem saber quando entregarei a carta ou se você lerá esse desabafo. Tenho meu próprio tempo, mesmo quando não sei como aproveitá-lo.
Passei os últimos anos da minha vida na estrada, procurando me estabelecer como profissional, como pessoa e mulher. A cada km rodado, uma busca frenética pela realização profissional, social e pessoal, deixando para trás o passado, a família e os amigos, e muitos sonhos.
Ao contrário do que a maioria das pessoas pensam, nunca deixei para trás a saudade. Ela foi minha grande e única companhia e hoje, minha eterna companheira.
Mas a tristeza se faz presente em forma de lembranças; cada uma delas acompanhada de lágrima de dor, muita dor.
Me esforço já quase sem forças, para que as lembranças dos bons momentos sejam mais vivas que as dos maus, no entanto as feridas deixadas não cicatrizaram totalmente, e os bons momentos consolam e amenizam as dores deixadas com elas.
Quando foi que todo mal se instalou?Onde foi que erramos pela primeira vez? Qual foi nossa parcela de culpa? São perguntas cuja as respostas não sei ao certo...
Muitas vezes quando a solidão foi mais forte que eu, me lembrava dos almoços de domingo na casa da vovó Elisa, após a escola dominical. Conversa alta, bagunça, os corinhos, e todos juntos.
Também me apego às recordações das viagens ao Bisnau, nossa predileta por vários motivos: pelo encontro com meu pai, comida da vovó, história do vovô, bacia de alumínio na hora do banho, água esquentada, lamparina, pamonha, seu medo de sapo...
Porque tudo mudou?Porque não pode mais ser como antes?
Porque não posso voltar atrás num tempo em que ao menos eu acreditava ser feliz.
Sei dos incontáveis erros que cometi, alguns deles imperdoáveis. Alguns porque quis, outros sem querer ou perceber, outros para os quais não tenho explicação.
Quem nunca errou?
Tantas vezes fui julgada , criticada, apedrejada; tantas vezes fiz a mesma coisa.
Sempre lutei muito para unir a família em todos os bons e maus momentos, e hoje, sinto-me impotente frustada por não conseguir.
Na trilogia do tempo tenho ficado para trás. Cada um da nossa família parece ter encontrado e seguido seu caminho e criou raizes. E eu?
Como folhas de outono, fico perdida no vento ao sabor do tempo.
Não sou a mulher, a filha, a irma, a enfermeira, a amiga que todos queriam que eu fosse. Sou apenas eu, com todos os meus defeitos e algumas qualidades. Ser feliz hoje, me parece um sonho muito distante de mim.
Mesmo longe amo você e minha familia, e mesmo distante vocês são parte do que eu sou
A culpa é so minha
Entre as pessoas que marcaram a minha vida, tento encontrar as culpas de todas as minhas decepções.
Se me apaixonei pelo meu amigo homessexual a culpa não foi dele, afinal ele até deu todos os indícios e eu não quis ver.
Se eu e minha família sempre vivemos em pé de guerra, a culpa é minha.
Se me apaixonei pelo meu melhor amigo a culpa foi minha, se perdi a pessoa certa a culpa é minha; se reprovei na escola, na faculdade, a culpa foi minha. Se minha mãe não é o meu melhor exemplo de mãe, se não é compreensiva, a culpa é minha, se não sou bem sucecida profissionalmente a culpa é minha, se sou gorda, magra, ambiciosa, boazinha, mentirosa, pregriçosa, a culpa é minha. Se amei não fui amada a culpa é minha, se trai e fui traida a culpa é minha. Tenho que assumir.
Se sou boazinha e as pessoas fazem o que querem de mim e tiram proveito disso, a culpa é minha. Fui eu quem quiz, aceitei e me dediquei. Fui eu que me enganei.
Se me trairam a confiança, minha amizade de novo e de novo; culpa minha. Eu confiei demais, eu não quis a verdade, eu me deixei levar pelas falsas esperanças de que as pessoas fossem como eu.
Se eu muitas vezes quebrei a cara, culpa minha.
Se levei pancada, fui dilacerada, maltratada, difamada, blasfemada, torturada, mal- amada, iludida, perseguida, mal quista, pessimista: culpa minha.
Se errei, blasfemei, não quis ver, ouvir, sentir, pedir, implorar, falar, calar: culpa minha.
Senhora de todas as minhas assumidas culpas, revejo os meus valores e percebo que o papel de coitadinha não me cái bem.
Se sou eu a culpada, porque sofro procurando em outros e nos outros, as respostas para as minhs perguntas?
...
Assumidas as culpas e os erros, remanejo a força da minha raiva e despeito em minha direção.
Parar de assumir o papel de coitada com baixa auto estima e sem vontade nenhuma e seguir adiante parece uma decisão rápida demais pra mim. Mas ninguém a fará por mim.
è a minha hora de dizer FODA-SE e trilhar outros caminhos, tão cheios de culpas como os de agora, mas onde EU tomo a decisão de ser culpada ou não.
Se VOCÊ quer me magoar, ferir, trair, ursupar, depende de mim dizer NÃO.
Se você quiser me amar, zombar do meu amor e amizade, se você me desprezar e não der atenção aos meus valores, depende mim permitir ou não.
Nesse instamte a culpada se retira do palco para entrar em cena uma outra atriz já mais conhecida, que quer entrar em cena no papel principal, a da forte e poderosa protagonista de sua própria vida.
O papel de coadjuvante ja não lhe cai bem.
Se me apaixonei pelo meu amigo homessexual a culpa não foi dele, afinal ele até deu todos os indícios e eu não quis ver.
Se eu e minha família sempre vivemos em pé de guerra, a culpa é minha.
Se me apaixonei pelo meu melhor amigo a culpa foi minha, se perdi a pessoa certa a culpa é minha; se reprovei na escola, na faculdade, a culpa foi minha. Se minha mãe não é o meu melhor exemplo de mãe, se não é compreensiva, a culpa é minha, se não sou bem sucecida profissionalmente a culpa é minha, se sou gorda, magra, ambiciosa, boazinha, mentirosa, pregriçosa, a culpa é minha. Se amei não fui amada a culpa é minha, se trai e fui traida a culpa é minha. Tenho que assumir.
Se sou boazinha e as pessoas fazem o que querem de mim e tiram proveito disso, a culpa é minha. Fui eu quem quiz, aceitei e me dediquei. Fui eu que me enganei.
Se me trairam a confiança, minha amizade de novo e de novo; culpa minha. Eu confiei demais, eu não quis a verdade, eu me deixei levar pelas falsas esperanças de que as pessoas fossem como eu.
Se eu muitas vezes quebrei a cara, culpa minha.
Se levei pancada, fui dilacerada, maltratada, difamada, blasfemada, torturada, mal- amada, iludida, perseguida, mal quista, pessimista: culpa minha.
Se errei, blasfemei, não quis ver, ouvir, sentir, pedir, implorar, falar, calar: culpa minha.
Senhora de todas as minhas assumidas culpas, revejo os meus valores e percebo que o papel de coitadinha não me cái bem.
Se sou eu a culpada, porque sofro procurando em outros e nos outros, as respostas para as minhs perguntas?
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Assumidas as culpas e os erros, remanejo a força da minha raiva e despeito em minha direção.
Parar de assumir o papel de coitada com baixa auto estima e sem vontade nenhuma e seguir adiante parece uma decisão rápida demais pra mim. Mas ninguém a fará por mim.
è a minha hora de dizer FODA-SE e trilhar outros caminhos, tão cheios de culpas como os de agora, mas onde EU tomo a decisão de ser culpada ou não.
Se VOCÊ quer me magoar, ferir, trair, ursupar, depende de mim dizer NÃO.
Se você quiser me amar, zombar do meu amor e amizade, se você me desprezar e não der atenção aos meus valores, depende mim permitir ou não.
Nesse instamte a culpada se retira do palco para entrar em cena uma outra atriz já mais conhecida, que quer entrar em cena no papel principal, a da forte e poderosa protagonista de sua própria vida.
O papel de coadjuvante ja não lhe cai bem.
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