domingo, 19 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Meus pêsames silencioso
Ela estava com cancer. Tinha consciencia de sua doença e das mudanças que sua inimiga numero um provocara nela. Tinha reservado os ultimos dias a relembrar sua infancia e juventude e buscando em tudo aquilo esperança e força pra continuar.
Depois de tanto tempo em tratamento, uma rotina interminavel e exaustiva de remedios, medicos e frustrações, naquele dia se sentiu bonita. vestiu um vestido bonito, se maquiou e convidou o marido para um passeio, o que há muito tempo não faziam juntos. Tanto tempo sem se olhar no espelho, fugindo de familiares e amigos, ela quis encarar o dia bonito. Quis ser mulher.
Dia perfeito, alegria, nada de dor ou remédios. Pôde respirar e sentiu suas forças refazendo-se com a mesma energia que o vento a tocava alvoroçando seus cabelos, levantando seu vestido.
Feliz, era assim que se sentia.
Reencontrou amigos, ouviu histórias e músicas, poderia ater dançar se quisesse. POrém uma coisa a incomodava, não sabia o que era.
Espera!
Foi ao banheiro, lavou o rosto. Ao ver sua imagem refletida no espelho recordou a imagem dos amigos ali na mesa. Olhares baixos, suspiros, e uma compaixão piegas e grotescas em cada movimento. Aliás, cada movimento seu era acompanhado de um
- deixa que eu pego
- não faça esforço
- vamos pedir comida natural
...
Ela que so queria levantar e buscar um copo de cerveja como todo mundo.
Após passar o dia driblando essas cenas, pensou que o circo de horrores havia acabado, mas ao menos ela tinha se divertido.
Ao chegar na porta de casa cansada, olha pro marido apaixonada e sente-se segura.
Longe uma voz chama-lhe a atenção
"Nossa! Quanto tempo, quer bom ver vc tão bem. Nem parece que está doente.
Com o olhar enfadonho cumprimenta balbuciando algo quase incompreensivel.
" Fiquei sabendo. Lamento muito.
O silêncio que se seguiu durante um minuto foi constrangedor. Tinha um ar funesto, triste. Ela aguardou os pêsames que não vieram em palavras.
Ficou ali parada na porta, inerte. Logo ela que havia recebido alta naquela semana e ouviu feliz a sentença do médico que afirmou convicto: - vc esta curada.
Não desistir é importante e é o primeiro e grande passo para acreditar na Recuperação
Mas algum dia, quem sabe bem distante ou não, ela recebesse aqueles pesames com certa simpatia;...
Ela estava com cancer. Tinha consciencia de sua doença e das mudanças que sua inimiga numero um provocara nela. Tinha reservado os ultimos dias a relembrar sua infancia e juventude e buscando em tudo aquilo esperança e força pra continuar.
Depois de tanto tempo em tratamento, uma rotina interminavel e exaustiva de remedios, medicos e frustrações, naquele dia se sentiu bonita. vestiu um vestido bonito, se maquiou e convidou o marido para um passeio, o que há muito tempo não faziam juntos. Tanto tempo sem se olhar no espelho, fugindo de familiares e amigos, ela quis encarar o dia bonito. Quis ser mulher.
Dia perfeito, alegria, nada de dor ou remédios. Pôde respirar e sentiu suas forças refazendo-se com a mesma energia que o vento a tocava alvoroçando seus cabelos, levantando seu vestido.
Feliz, era assim que se sentia.
Reencontrou amigos, ouviu histórias e músicas, poderia ater dançar se quisesse. POrém uma coisa a incomodava, não sabia o que era.
Espera!
Foi ao banheiro, lavou o rosto. Ao ver sua imagem refletida no espelho recordou a imagem dos amigos ali na mesa. Olhares baixos, suspiros, e uma compaixão piegas e grotescas em cada movimento. Aliás, cada movimento seu era acompanhado de um
- deixa que eu pego
- não faça esforço
- vamos pedir comida natural
...
Ela que so queria levantar e buscar um copo de cerveja como todo mundo.
Após passar o dia driblando essas cenas, pensou que o circo de horrores havia acabado, mas ao menos ela tinha se divertido.
Ao chegar na porta de casa cansada, olha pro marido apaixonada e sente-se segura.
Longe uma voz chama-lhe a atenção
"Nossa! Quanto tempo, quer bom ver vc tão bem. Nem parece que está doente.
Com o olhar enfadonho cumprimenta balbuciando algo quase incompreensivel.
" Fiquei sabendo. Lamento muito.
O silêncio que se seguiu durante um minuto foi constrangedor. Tinha um ar funesto, triste. Ela aguardou os pêsames que não vieram em palavras.
Ficou ali parada na porta, inerte. Logo ela que havia recebido alta naquela semana e ouviu feliz a sentença do médico que afirmou convicto: - vc esta curada.
Não desistir é importante e é o primeiro e grande passo para acreditar na Recuperação
Mas algum dia, quem sabe bem distante ou não, ela recebesse aqueles pesames com certa simpatia;...
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Além do tempo
Já algum tempo havia deixado de acreditar no amor, ao menos em relação a mim.Sem neuras, limitei-me a apenas seguir vivendo, com amigos, família e minha profissão. As tragicomédias vividas me levaram às minhas convicções.
Nesse século parece que homens e mulheres pararam de cumprir suas promessas, colocaram valores materiais às suas relações interpessoais e traduziram o eu te amo para o : agora eu te amo.
Confesso que sou passional, romântica e um tanto utópica. Mas, seria utopia querer o " amor eterno".
Eu não acredito no amor sem problemas, sem desafios a vencer, mas creio, piamente, no amor que tudo suporta, tudo crê, tudo espera. Sim, aquele amor em que os quilos a mais ou o arroz com feijão não são motivos para divórcio
Já algum tempo havia deixado de acreditar no amor, ao menos em relação a mim.Sem neuras, limitei-me a apenas seguir vivendo, com amigos, família e minha profissão. As tragicomédias vividas me levaram às minhas convicções.
Nesse século parece que homens e mulheres pararam de cumprir suas promessas, colocaram valores materiais às suas relações interpessoais e traduziram o eu te amo para o : agora eu te amo.
Confesso que sou passional, romântica e um tanto utópica. Mas, seria utopia querer o " amor eterno".
Eu não acredito no amor sem problemas, sem desafios a vencer, mas creio, piamente, no amor que tudo suporta, tudo crê, tudo espera. Sim, aquele amor em que os quilos a mais ou o arroz com feijão não são motivos para divórcio
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Foi em MArço
Foi em março que vi seus olhos brilhando
Em cristais lapidadosEm rocha talhados
Tão verdes como esmeraldas
Tão claros como o mar
Foi em março que ouvi sua voz rouca
Mas já não eram suspiros
Os gemidos se perderam com o tempo
Era março o começo de um fim
Foi em Março que te vi pronunciar palavras de amor
Não eram minhas
Não era eu
Era março , era outra
Era alguém que jamais poderia ser
Foi em março que te ouvi dizer :- é pra sempre
Foi em março que vi seus lábios ganharem outro beijo que não o meu
Nunca foram meus
Nem em março ou janeiro
Foi em março que marquei minha partida
E em março não consegui dizer adeus
Na solidão da espera
preferi ficar sozinha
e vi outros marços
dezembros
E vc se afastando de mim
Antes que outro março chegue
é melhor que meu amor adormeça
ate que em seus braços possa repetir
Amo vc....
Foi em março que vi seus olhos brilhando
Em cristais lapidadosEm rocha talhados
Tão verdes como esmeraldas
Tão claros como o mar
Foi em março que ouvi sua voz rouca
Mas já não eram suspiros
Os gemidos se perderam com o tempo
Era março o começo de um fim
Foi em Março que te vi pronunciar palavras de amor
Não eram minhas
Não era eu
Era março , era outra
Era alguém que jamais poderia ser
Foi em março que te ouvi dizer :- é pra sempre
Foi em março que vi seus lábios ganharem outro beijo que não o meu
Nunca foram meus
Nem em março ou janeiro
Foi em março que marquei minha partida
E em março não consegui dizer adeus
Na solidão da espera
preferi ficar sozinha
e vi outros marços
dezembros
E vc se afastando de mim
Antes que outro março chegue
é melhor que meu amor adormeça
ate que em seus braços possa repetir
Amo vc....
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Sigo caminhando
Já que não posso caminhar
Meus pés descalços ficam frios
Se meu caminho já não é certo
Que eu mude meu rumo
OU meus passos me levem para outro lugar
Se eu não sou mais tão forte assim
Que eu pare de querer ser mais do que sou
Se a solidão me incomoda
Que eu siga sozinha com medo e tudo
Se o cansaço me domina
Então que eu pare e respire
Então vou apenas caminhando
Já que não posso caminhar
Meus pés descalços ficam frios
Se meu caminho já não é certo
Que eu mude meu rumo
OU meus passos me levem para outro lugar
Se eu não sou mais tão forte assim
Que eu pare de querer ser mais do que sou
Se a solidão me incomoda
Que eu siga sozinha com medo e tudo
Se o cansaço me domina
Então que eu pare e respire
Então vou apenas caminhando
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Barco à deriva
Esse vento gemente
Que faz o barco bailar
Esse vento gemente
Que faz o barco bailar
Velas que vão
Velas que vem
Vento na noite
Brisa que dela vem
Um barco sem leme
Marinheiro sem mar
sem barco
À deriva nas águas do seu destino
Barco sem leme
Sem porto,
Sem paradeiro
Chegada sem cais
Partida sem adeus
Marcas no casco
Desse barco sem dono
Talvez,
Leme na mão
Seria mais fácil ir em frente
E na tempestade
Teria capitão
esse barco sem gente
Barco sem leme
Sem porto
Sem paradeiro
Barco sem leme
Sem porto
Sem paradeiro
sábado, 27 de agosto de 2011
Só quando sonho
Os dias passam lentamente
Mas sinto que estou mais velha
depois que o vi, depois da última vez
Mentiras e desculpas me deixaram mais fria
Menos dócil do que já fui
Minhas crenças me impedem de vê-lo como ja vi
Até porque percebi que já não existem
E tudo o que nos separa
Idade
Vontade
pensamento
Sentimento
Distância
Desaparecem quando sonho com você
Só quando sonho
Por aí sem você
Você sem mim
Escolhas suas
Covardia minha
Meu pensamento está em você
Estou em você
Mas você já não está em mim
E ainda assim sonho
Por aí, onde estou só
Mas você reaparece no meio da noite
Quando sonho com você
Só quando sonho
A distância parece aumentar
Já não nos falamos mais
Não há mensagens soltas
Um olá meio sem jeito
Falta tempo?
E tudo o que nos separa
Idade
Vontade
pensamento
Sentimento
Distância
Desaparecem quando sonho com você
Só quando sonho
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