Foi contando os passos
Lentos...
Queria tomar fôlego e seguir adiante
Quantas vezes fez o mesmo caminho; só que a passos
apressados como quem verá o ser amado pela última vez.
Agora o medo, a frustração e principalmente a culpa a
impediam de continuar.
Peito arfante, coração acelerado; ar... sentia falta de ar...
Palavras ensaiadas... repetidas vezes ensaiadas em tons
enfático, fraco, forte, singular, ternos, grosseiros,
apaixonados.
Queria se jogar nos braços, reter o abraço desesperado e
olhando nos olhos declarar em alto e bom som:
eu amo você.
Estufou o peito, respirou bem fundo, se encheu de
coragem...
Ao rever aquela porta e o último adeus sentiu o chão fugir
dos pés.
Deu meia volta e decidiu, voltaria outro dia...
Se voltasse.
sábado, 1 de março de 2014
Aquela princesa habitava a torre mais alta do castelo mais alto.
Forte e corajosa, era assim que as pessoas a reconheciam.
Enfrentava dragões, matava gigantes, escalava penhascos só pelo prazer de ver as pessoas sorrindo.
Era disso que ela se alimentava, de ver as pessoas felizes.
A noite, no seu escuro e frio quarto na torre mais alta, do castelo mais alto, chorava baixinho enquanto a solidão, seu algoz, a mantia presa por uma corrente feita de tristeza....
Forte e corajosa, era assim que as pessoas a reconheciam.
Enfrentava dragões, matava gigantes, escalava penhascos só pelo prazer de ver as pessoas sorrindo.
Era disso que ela se alimentava, de ver as pessoas felizes.
A noite, no seu escuro e frio quarto na torre mais alta, do castelo mais alto, chorava baixinho enquanto a solidão, seu algoz, a mantia presa por uma corrente feita de tristeza....
Aquele coração fugidio de tanto fugir
esqueceu o caminho de volta.
Relegado estaria a vagar como folhas de
outono no vento frio...
Mas um dia viria a chuva, tal como fardo
pesado faria o coração cair.
Em solo úmido, aconchegado pelo calor dos poucos raios de sol, iria renascer, brotando,
germinando, fincando suas raízes...
domingo, 20 de outubro de 2013
Meu velho avô
Meu velho amor tem rugas
Que se formaram com o tempo
Ele também tem marcas
Cravadas na face de descontentamento
Meu velho avô tem manias
De guardar coisas sem sentido
São ferramentas, sacolas, pedaços
Da sua história, do seu serviço
Meu velho avô tem histórias
De familia que não se acaba
De amigos que foram tantos
De sua vida calejada
Meu velho avô da risada
Mesmo de piadas sem graça
Meu velho me faz rir
Chorar
sentir
Dar gargalhada
Meu velho avô me ensinou
A amar e seguir confiante
A viver sem ter amanhã
não mentir e ser honesta
Meu velho avô me ensinou
Que eu iria mais longe
Seu orgulho, sua neta
Meu velho avô é tão jovem
E me faz sempre sorrir
Quando vejo em sua face
As histórias que ele conta
Marcadas pelo tempo
Que ele traduz pra mim
O meu amor é tão grande
Muito maior que o mar
Meu velho avô eu escrevo
Pra te homenagear
Meu velho avô eu te amo
E pra sempre irei te amar
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Um bilhete de amor
Quando o conheci você era apenas mais um na multidão. Alheia a você e ao seu mundo particular, não pensei que me tornaria prisioneira dos seus olhos em apenas um olhar. Bastou que eu me perdesse em olhá-lo com mais atenção, para que ficasse refém desse seu jeito tímido de ser.
Não saberia dizer se foi sua voz rouca, meiga, atenciosa; talvez sua mania e baixar o olhar quando se sente invadido, quem sabe essa sua fingida indiferença travestida de generosidade... eu me apaixonei.
Me apaixonei pelo homem forte e tão frágil. Pelo profissional tão dedicado e atencioso. Pelo amigo leal e presente. Me apaixonei por você como há muito não sabia ser capaz de gostar de alguém tanto assim.
Nessas mal traçadas linhas poderiam caber toda essa infinidade de sentimentos que me invadem quando chego perto de você. Gostaria de poder expressar nelas tudo o que sinto e nossa amizade não me permite dizer.
Gostaria de invadir seu espaço, esquecer as convenções sociais e beijá-lo; terna e demoradamente como o tenho beijado nos meus sonhos. Abraça-lo como se nos meus braços fosse possível prende-lo e o fazer entender o quanto eu sou completamente apaixonada por você.
Enquanto a coragem não impulsiona a te olhar nos olhos e dizer:
Sou completamente apaixonada por você.
Espero que meus olhos o digam, quem sabe você entenda, quem sabe você se entregue e eu apenas tenha que calar minha ânsia de você com um beijo.
Não saberia dizer se foi sua voz rouca, meiga, atenciosa; talvez sua mania e baixar o olhar quando se sente invadido, quem sabe essa sua fingida indiferença travestida de generosidade... eu me apaixonei.
Me apaixonei pelo homem forte e tão frágil. Pelo profissional tão dedicado e atencioso. Pelo amigo leal e presente. Me apaixonei por você como há muito não sabia ser capaz de gostar de alguém tanto assim.
Nessas mal traçadas linhas poderiam caber toda essa infinidade de sentimentos que me invadem quando chego perto de você. Gostaria de poder expressar nelas tudo o que sinto e nossa amizade não me permite dizer.
Gostaria de invadir seu espaço, esquecer as convenções sociais e beijá-lo; terna e demoradamente como o tenho beijado nos meus sonhos. Abraça-lo como se nos meus braços fosse possível prende-lo e o fazer entender o quanto eu sou completamente apaixonada por você.
Enquanto a coragem não impulsiona a te olhar nos olhos e dizer:
Sou completamente apaixonada por você.
Espero que meus olhos o digam, quem sabe você entenda, quem sabe você se entregue e eu apenas tenha que calar minha ânsia de você com um beijo.
É o fim
Por favor não venha agora
Com essa caridade fingida
Nem vem com essa história
De sair da minha vida
Não quero ouvir
Pode ate ser covardia
Mas não consigo entender
Porque me fazer sofrer
Bastava dizer que não
queria
Como posso esquecer agora
Se ainda ontem você dizia
me amar
E ainda que tivesse forças
E me restasse a esperança
pra lutar
Como posso esquecer alguem
que dizia me amar
Não quero a generosidade do afeto
Nem mesmo o aperto de mão
Se quer sair sáia agora
Mesmo quebrando meu
coração
A porta esteve aberta
Você sempre foi livre para
sair
Mas você me dizia estar
feliz
Era muito amor te
impedindo de partir
Não me fale de desculpas a mais
Não invente justificativas
sem fim
Se todo amor tem um começo
Mesmo com tanto apreço
Tudo um dia tem fim
A porta está aberta então
saía
E por favor vá para longe
de mim
Não volte não há recomeços
Isso é um adeus
Isso é o fim
O amor morreu
Finalmente eu já sei
Você e eu não dá mais
Nos meus sonhos mais bonitos
Você e eu não dá mais
Nos meus sonhos mais bonitos
Em tudo o que foi dito
Sou só eu e ninguém mais
Refletida no espelho
Refletida no espelho
Minha imagem já sozinha
Não são mais os nossos
beijos
Apenas as esperanças
perdidas
Na parede do meu quarto
Onde então estavam dois
laços
Agora só resta o vazio
E aquele que foi nosso
abraço
Dele so ficaram pedaços
E um naco de calmaria
Não aconteceu de repente
Não foi culpa sua ou minha
A paixão morreu lentamente
Eu não queria mas já sabia
Não há um caminho marcado
Os que haviam nós trilhamos
E hoje resta do passado
As noites insones que nos
amamos
Simplesmente aconteceu
Simplesmente aconteceu
Tão simples como o dia
Não tem mais você e eu
Apenas o amor que existia
Sem querer desapareceu
Não foi culpa sua ou minha
Apenas o amor morreu
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