Tento escrever
Não tenho palavras
Não conheço sonetos
Esqueci a harmonia
desvencilhei me da concordância
Fugiram os verbos
Tento escrever
Minha inspiração dissipou
A motivação me odeia
A persistência não quer saber de mim
Tento escrever
Sangram meus dedos por covardia
O papel esta amassado
A borracha apagou o rascunho
E eu continuo tentando escrever
quinta-feira, 23 de julho de 2015
domingo, 3 de maio de 2015
Não consegui dormir mais uma vez, as lembranças insistiram em me perturbar. Peguei o celular varias vezes na tentativa vã de ser a primeira a te desejar um feliz aniversário, como fazia todos os anos desde que o conheci. Procurei palavras, procurei consolo, desesperadamente procurei você.
Hoje você faria 40 anos. Tinha pensado em te dar algum presente diferente de tudo.
Entre outras palavras te diria te amo e vc apenas agradeceria sem muito entusiasmo. Não porque não gostasse de mim, mas porque você não gostava de aniversário.
Te amo como te amei desde a primeira vez que nos vimos. Te amo como te amei em nosso ultimo beijo. Te amo como sempre amei.
Sei que você estará pra sempre em minha vida porque nem a morte sera capaz de tira lo de mim, porque já é parte vital da minha existência
Sua camponesa
Hoje você faria 40 anos. Tinha pensado em te dar algum presente diferente de tudo.
Entre outras palavras te diria te amo e vc apenas agradeceria sem muito entusiasmo. Não porque não gostasse de mim, mas porque você não gostava de aniversário.
Te amo como te amei desde a primeira vez que nos vimos. Te amo como te amei em nosso ultimo beijo. Te amo como sempre amei.
Sei que você estará pra sempre em minha vida porque nem a morte sera capaz de tira lo de mim, porque já é parte vital da minha existência
Sua camponesa
domingo, 11 de janeiro de 2015
quando fico em silêncio
Quando fico em silêncio
Ouço vozes, as vezes gritos
E não sei de onde vem
Então tudo me apavora
Até o vento lá fora
Parece gritar também
Quando fico em silêncio
O vazio que tenho
Faz a dor ecoar
O corte que ainda sangra
O sangue que a alma mancha
A lembrança que não quer calar
Quando eu fico em silêncio
No quarto escuro me escondo
Mas a luz do passado vem sussurrar
Lembro o barulho que faz o sonho
Mesmo quando me oponho
A realidade vem me acordar
Quando fico em silêncio
Ouço meu coração bater
Como valsa triste um bolero
Cujo refrão queria esquecer
E sem forças me entrego
A essa mania que tenho
De calar e sofrer
Ouço vozes, as vezes gritos
E não sei de onde vem
Então tudo me apavora
Até o vento lá fora
Parece gritar também
Quando fico em silêncio
O vazio que tenho
Faz a dor ecoar
O corte que ainda sangra
O sangue que a alma mancha
A lembrança que não quer calar
Quando eu fico em silêncio
No quarto escuro me escondo
Mas a luz do passado vem sussurrar
Lembro o barulho que faz o sonho
Mesmo quando me oponho
A realidade vem me acordar
Quando fico em silêncio
Ouço meu coração bater
Como valsa triste um bolero
Cujo refrão queria esquecer
E sem forças me entrego
A essa mania que tenho
De calar e sofrer
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
Entre dois mundo oscilo
Um ser em colapso
Vou refazendo o caminho
Contado passos largos
Se o emaranhado de espinhos
Rasga a carne, sangra a alma
Deixa rastros no chão
E já não há mais segredos
So pistas deixadas ao vagar
Não queria ser descoberta
Escondida entre as intenções
Mantinha guardados tesouros
Seu valor não era quantificável
Mas fora descoberta
Quis se esconder
Mas o seu esconderijo
Em um dos dois mundos estava revelado
Achou melhor apenas ficar e ver a vida passando
Era menos perigoso assim
Um ser em colapso
Vou refazendo o caminho
Contado passos largos
Se o emaranhado de espinhos
Rasga a carne, sangra a alma
Deixa rastros no chão
E já não há mais segredos
So pistas deixadas ao vagar
Não queria ser descoberta
Escondida entre as intenções
Mantinha guardados tesouros
Seu valor não era quantificável
Mas fora descoberta
Quis se esconder
Mas o seu esconderijo
Em um dos dois mundos estava revelado
Achou melhor apenas ficar e ver a vida passando
Era menos perigoso assim
sábado, 26 de julho de 2014
Vou começando e recomeçando
Vou partindo
Chorando
Coração em pedaços
Indo e voltando
Começando de novo
Sem medo do desconhecido
Vou me refazendo
Dos ragos no vestido
Dos cortes feitos na carne
Do sorriso perdido na face
Remendando as historias
Ainda que seja tarde
Começando de novo
Recomeçando a partida
E a cada volta
O medo da despedida
Mas sigo caminhando
Os passos contando em vão
Porque recomeçar
E cantar de novo a canção
Cair e levantar
Sorrindo e chorando
E começar de novo
É recomeçar levantando
Dos tropeços da vida
Entre indas e vindas
Partindo e voltando
Começar de novo
Recomeçando
Vou partindo
Chorando
Coração em pedaços
Indo e voltando
Começando de novo
Sem medo do desconhecido
Vou me refazendo
Dos ragos no vestido
Dos cortes feitos na carne
Do sorriso perdido na face
Remendando as historias
Ainda que seja tarde
Começando de novo
Recomeçando a partida
E a cada volta
O medo da despedida
Mas sigo caminhando
Os passos contando em vão
Porque recomeçar
E cantar de novo a canção
Cair e levantar
Sorrindo e chorando
E começar de novo
É recomeçar levantando
Dos tropeços da vida
Entre indas e vindas
Partindo e voltando
Começar de novo
Recomeçando
sexta-feira, 25 de julho de 2014
A fera que eu habito
Tem olhos em brasa quente
Faz do sussurro seu grito
Ataca como serpente
A fera da qual me visto
Tem pele e alma ardente
Faz do perigo seu vício
Envolve com sua mente
A fera na qual transformo
Tem o dom do simular
As vezes se faz presa
Desarma pra atacar
A fera que as vezes prendo
Tem medo mas não confessa
Esconde os seus segredos
Disfarça se em sua floresta
A fera que eu domino
Nem sempre esta presa à cela
Pois presa pode ser lebre
Mas nunca deixará de ser fera
(...) o dia em que achei que meu olhar de lebre escondesse a alma felina (...)
Tem olhos em brasa quente
Faz do sussurro seu grito
Ataca como serpente
A fera da qual me visto
Tem pele e alma ardente
Faz do perigo seu vício
Envolve com sua mente
A fera na qual transformo
Tem o dom do simular
As vezes se faz presa
Desarma pra atacar
A fera que as vezes prendo
Tem medo mas não confessa
Esconde os seus segredos
Disfarça se em sua floresta
A fera que eu domino
Nem sempre esta presa à cela
Pois presa pode ser lebre
Mas nunca deixará de ser fera
(...) o dia em que achei que meu olhar de lebre escondesse a alma felina (...)
sábado, 5 de julho de 2014
Retalhos
Me vira pelo avesso
Porque de dentro pra fora
É tudo mais complexo
Revira e vira e quem sabe
Entre um ponto desfeito
Se encontre um laço
Costura e corte tudo de novo
No cezir do rasgo novo se faz
Mas se remenda o que foi em pedaços
Colcha de retalhos de presente da.
Sacode, bate e dobra
O fino pano da caimento
Mas não cobre frio o manto
E preciso mudar tudo
Mas sem tempo
Melhor o trapo, que em frangalhos
Cerzido foi a contento
Mas se as lembranças são bordadas a linha
O dedal de ouro poe rosas no beiral
E o frio que era tanto
O pano que era pouco
Bastava costurar de novo
Ao menos pra cobrir o tempo
Porque de dentro pra fora
É tudo mais complexo
Revira e vira e quem sabe
Entre um ponto desfeito
Se encontre um laço
Costura e corte tudo de novo
No cezir do rasgo novo se faz
Mas se remenda o que foi em pedaços
Colcha de retalhos de presente da.
Sacode, bate e dobra
O fino pano da caimento
Mas não cobre frio o manto
E preciso mudar tudo
Mas sem tempo
Melhor o trapo, que em frangalhos
Cerzido foi a contento
Mas se as lembranças são bordadas a linha
O dedal de ouro poe rosas no beiral
E o frio que era tanto
O pano que era pouco
Bastava costurar de novo
Ao menos pra cobrir o tempo
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