quinta-feira, 1 de março de 2018
Gritos
Lembranças insistem em gritar... me fazendo não esquecer do que preferia não lembrar... Ai do meus Ais tão perturbadores....
e sigo
E sigo
com os pés cansados
E sigo
de dedos calejados
E sigo
E sigo a passos tropegos
E sigo
de boca seca
E sigo
carregando o fardo
E sigo com a Cruz pesada
E sigo
com sapatos gastos
E sigo
E sigo com as incertezas
E sigo sem as respostas
E sigo pisando em ovos
E sigo
com esperança
E sigo apesar de
E sigo as vezes rindo
E sigo sem olhar pra trás
E sigo
com os pés cansados
E sigo
de dedos calejados
E sigo
E sigo a passos tropegos
E sigo
de boca seca
E sigo
carregando o fardo
E sigo com a Cruz pesada
E sigo
com sapatos gastos
E sigo
E sigo com as incertezas
E sigo sem as respostas
E sigo pisando em ovos
E sigo
com esperança
E sigo apesar de
E sigo as vezes rindo
E sigo sem olhar pra trás
E sigo
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018
Maize's
Não sou uma Maize qualquer
Não me conformo com as convêniencias
nem me convenço com simples argumentos
Não sou uma Maizezinha
de gestos minimalistas e muita delicadeza
Não sou uma Maize sensata,
cordata,
educada,
talhada nos modos
Nao sou uma Maize com grandes feitos e inesquecíveis obras.
Ahhh não sou qualquer Maize.
com suas matizes inconfundiveis.
Não consigo ser "inhas".
Educadinha,
bonitinha,
despachadinha,
que usa modinha.
Nasci como "ona".
Grandona,
debochadona,
maezona,
enfermeirona,
estabanadona,
romanticona,
amigona,
demaiszona.
E é tanta Maize em uma
que não caberia numa Maize qualquer
pra qualquer Maize que quisesse ser.
Não me conformo com as convêniencias
nem me convenço com simples argumentos
Não sou uma Maizezinha
de gestos minimalistas e muita delicadeza
Não sou uma Maize sensata,
cordata,
educada,
talhada nos modos
Nao sou uma Maize com grandes feitos e inesquecíveis obras.
Ahhh não sou qualquer Maize.
com suas matizes inconfundiveis.
Não consigo ser "inhas".
Educadinha,
bonitinha,
despachadinha,
que usa modinha.
Nasci como "ona".
Grandona,
debochadona,
maezona,
enfermeirona,
estabanadona,
romanticona,
amigona,
demaiszona.
E é tanta Maize em uma
que não caberia numa Maize qualquer
pra qualquer Maize que quisesse ser.
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018
tempo
Quanto tempo tenho Para enxergar
que o tempo Há de passar
trazendo alento ao meu descontentamento
e Que chegou o tempo para passar.
Quando foi que o tempo
Deixou a contento
A tarde esperando O tempo passar.
Quem sabe o tempo Ao sabor do vento
Leve para longe Meu tanto pesar
Que veio com o tempo
Esperando por um dia Que o tempo mandasse O pranto calar
Mas o tempo é o destino
Que tem o seu caminho
E o traça em desalinho
O tempo a esperar.
E o tempo se esvai
Levando consigo os dias
Em que sigo esperando
O tempo passar
que o tempo Há de passar
trazendo alento ao meu descontentamento
e Que chegou o tempo para passar.
Quando foi que o tempo
Deixou a contento
A tarde esperando O tempo passar.
Quem sabe o tempo Ao sabor do vento
Leve para longe Meu tanto pesar
Que veio com o tempo
Esperando por um dia Que o tempo mandasse O pranto calar
Mas o tempo é o destino
Que tem o seu caminho
E o traça em desalinho
O tempo a esperar.
E o tempo se esvai
Levando consigo os dias
Em que sigo esperando
O tempo passar
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018
tristeza e dor
E se a alma cheia está
Em lágrimas extravasará
Um rio de sangue e dor
Desaguando em rancor
O que em seu peito aprisionou
A tristeza em alto mar
Em lágrimas extravasará
Um rio de sangue e dor
Desaguando em rancor
O que em seu peito aprisionou
A tristeza em alto mar
troca se
Troca-se um coração surrado, cansado, um tanto gasto pelas ousadias das paixões fugidias e encharcado pela saudade por uma caixa de bombom com cerejas ao licor.
sexta-feira, 5 de janeiro de 2018
segredos
Conte-me seus segredos
Conte-me seus segredos bem baixinho
Como quem sussurra
Não guarde
Não esconda
Me conte
nem que seja baixinho
Escreva num papel
Prometo rasgar
Prometo não revelar
Mas me conte seus segredos
Apenas quero guardar pra você
Divida comigo suas mágoas
Compartilhe comigo o seu dia
Pode vir,
eu não deixo você cair
Conte-me seus segredos
Segure minhas mãos
E se ainda estiver com medo
Mesmo que não seja esse seu segredo
Eu estarei sempre aqui
Se o chão sair dos seus pés
Se você sentir a força esvair
Conte seus segredos a mim
Eu vou segurar suas mãos
Não tenha medo estarei aqui
Mas me conte seus segredos
Conte baixinho para que ninguem os ouça
Conte-me seus segredos bem baixinho
Como quem sussurra
Não guarde
Não esconda
Me conte
nem que seja baixinho
Escreva num papel
Prometo rasgar
Prometo não revelar
Mas me conte seus segredos
Apenas quero guardar pra você
Divida comigo suas mágoas
Compartilhe comigo o seu dia
Pode vir,
eu não deixo você cair
Conte-me seus segredos
Segure minhas mãos
E se ainda estiver com medo
Mesmo que não seja esse seu segredo
Eu estarei sempre aqui
Se o chão sair dos seus pés
Se você sentir a força esvair
Conte seus segredos a mim
Eu vou segurar suas mãos
Não tenha medo estarei aqui
Mas me conte seus segredos
Conte baixinho para que ninguem os ouça
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