sexta-feira, 14 de outubro de 2022

A Maria Eliza

 Segure minha mão 

Quando a noite chegar 

E sentir medo do escuro

Quando a chuva vier 

 a tempestade te assustar

Quando não souber o caminho

E tiver receio de se perder

Segure minha mão

Quando a caminhada for longa

E se sentir cansada

Quando se apaixonar 

E nao for correspondida

E o primeiro amor

For o "único" de sua vida

Quando o cansaço for estafante

E até quando souber o que fazer

Ou não

Segure minha mão

Quando a sua pequenina não conseguir segurar com firmeza

Quando precidar partir e quiser ficar

Quando estiver longe e voltar pra casa

Segure minha mão

Que o tempo passa depressa

A distância pode ser cruel

Mas nossas mãos estarão sempre ligadas

Aos meus filhos

 Meus filhos

Segurem minhas mãos

e me deixe prender às suas

Quando a escuridão da noite vier

E o medo gritar

Mamãe estará aqui para acalma Los. 

Se o tempo mudar e talvez chover

Raios e ventos pertubarem seu sono

Será minha voz o acalento e calma

Caso se percam e tortuoso seja o caminho

E fraquejarem por medo de se perderem.

Segure minha mão

Aperte bem forte. 

E se lembrarão de tudo o que ensinei. 

É se ainda caminhar não for fácil

Caminharei junto a vocês.

Vocês irão cair, muitas vezes machucar

Outras irão querer desistir.

Nem sempre poderei protegê -los 

Mas meu amor estará sempre dentro de vocês e eu sempre do lado. 

Para caminhar junto, amparar, consolar, orientar e Orar.

segunda-feira, 10 de outubro de 2022

O que esconde

 O que você esconde?

 Quantas lágrimas verteu? 

Quando foi que teve medo;

Por covardia tremeu?


QUE segredos tão guardados 

Pode esconder?

Há quem diga conhece la 

Porém nunca a entendeu.


Olhos castanhos 

De fera enjaulada

Quem poderá domar?

Jura que já foi lebre

E de tanto fraquejar

Obrigada a contenda 

De si mesmo teve pena

E criou garras para lutar

quinta-feira, 6 de outubro de 2022

Tinha dor

 Tinha dor e calava. 

Dilacerava a fingida valentia, 

mas brigava.

Tinha manias e não continha, 

A irritante arte de ser assim.

Tinha medo e corria, 

insistia em fugir.

Fugindo se sentia segura.

Tinha o caos, 

e confusa sua cabeça.

Tinha feridas,

 sangrando 

alimentadas por lembranças que seria mais fácil esquecer.

Tinha desejo, 

a maliciosa vontade de arder.

O fogo a consumia. 

Tinha sonhos, 

tantos, 

diversos.

E ela só sabia fazer versos.

Tinha sorrisos,

 fácil rir de si mesma e suas tragicomedias. 

E  de tão ansiosa que andava pelo mundo,  tinha aquela estranha e urgente vontade de ser feliz.

segunda-feira, 3 de outubro de 2022

amar é cuidar

 Quantas vezes segurei sua mão?

Quantas vezes disse : - estou aqui e você não está sozinho? 

Quantas vezes cuidei de você?

Até que um dia você me perguntou 

Porquê?

Eu respondi que amar é cuidar. 

Eu só esqueci de perguntar se você queria cuidado 

sábado, 1 de outubro de 2022

P.U.T.A

 A chamaram PUTA.

Vagabunda 

... maconheira ...

...farofeira

 ... Feiticeira. 

A chamaram nerd

 idiota

 doida. 

Doidona

 loucona

 desastrada.

 TRAVADA. 

E chata. 

Muito chata. 

Sensível demais. 

Escandalosa . 

DRAMATICA. 

Mimizenta 

xiliquenta. 

DEPRAVADA. 

E assim, de adjetivos ela foi seguindo.

 Nem sempre concordava. 

As vezes vinham de pessoas que amava.

 E doía. 

Mas seguiu seu caminho e se tornou quem menos esperavam: uma mulher ora frágil as vezes forte mas que nunca deixou de brigar pelo que acredita. 

Ainda hoje alguns desses adjetivos surgem como sutis brincadeiras. 

Mas não são quem ela é em sua essência... pelo menos, não sempre.