terça-feira, 18 de outubro de 2022
sexta-feira, 14 de outubro de 2022
A Maria Eliza
Segure minha mão
Quando a noite chegar
E sentir medo do escuro
Quando a chuva vier
a tempestade te assustar
Quando não souber o caminho
E tiver receio de se perder
Segure minha mão
Quando a caminhada for longa
E se sentir cansada
Quando se apaixonar
E nao for correspondida
E o primeiro amor
For o "único" de sua vida
Quando o cansaço for estafante
E até quando souber o que fazer
Ou não
Segure minha mão
Quando a sua pequenina não conseguir segurar com firmeza
Quando precidar partir e quiser ficar
Quando estiver longe e voltar pra casa
Segure minha mão
Que o tempo passa depressa
A distância pode ser cruel
Mas nossas mãos estarão sempre ligadas
Aos meus filhos
Meus filhos
Segurem minhas mãos
e me deixe prender às suas
Quando a escuridão da noite vier
E o medo gritar
Mamãe estará aqui para acalma Los.
Se o tempo mudar e talvez chover
Raios e ventos pertubarem seu sono
Será minha voz o acalento e calma
Caso se percam e tortuoso seja o caminho
E fraquejarem por medo de se perderem.
Segure minha mão
Aperte bem forte.
E se lembrarão de tudo o que ensinei.
É se ainda caminhar não for fácil
Caminharei junto a vocês.
Vocês irão cair, muitas vezes machucar
Outras irão querer desistir.
Nem sempre poderei protegê -los
Mas meu amor estará sempre dentro de vocês e eu sempre do lado.
Para caminhar junto, amparar, consolar, orientar e Orar.
segunda-feira, 10 de outubro de 2022
O que esconde
O que você esconde?
Quantas lágrimas verteu?
Quando foi que teve medo;
Por covardia tremeu?
QUE segredos tão guardados
Pode esconder?
Há quem diga conhece la
Porém nunca a entendeu.
Olhos castanhos
De fera enjaulada
Quem poderá domar?
Jura que já foi lebre
E de tanto fraquejar
Obrigada a contenda
De si mesmo teve pena
E criou garras para lutar
quinta-feira, 6 de outubro de 2022
Tinha dor
Tinha dor e calava.
Dilacerava a fingida valentia,
mas brigava.
Tinha manias e não continha,
A irritante arte de ser assim.
Tinha medo e corria,
insistia em fugir.
Fugindo se sentia segura.
Tinha o caos,
e confusa sua cabeça.
Tinha feridas,
sangrando
alimentadas por lembranças que seria mais fácil esquecer.
Tinha desejo,
a maliciosa vontade de arder.
O fogo a consumia.
Tinha sonhos,
tantos,
diversos.
E ela só sabia fazer versos.
Tinha sorrisos,
fácil rir de si mesma e suas tragicomedias.
E de tão ansiosa que andava pelo mundo, tinha aquela estranha e urgente vontade de ser feliz.
segunda-feira, 3 de outubro de 2022
amar é cuidar
Quantas vezes segurei sua mão?
Quantas vezes disse : - estou aqui e você não está sozinho?
Quantas vezes cuidei de você?
Até que um dia você me perguntou
Porquê?
Eu respondi que amar é cuidar.
Eu só esqueci de perguntar se você queria cuidado
sábado, 1 de outubro de 2022
P.U.T.A
A chamaram PUTA.
Vagabunda
... maconheira ...
...farofeira
... Feiticeira.
A chamaram nerd
idiota
doida.
Doidona
loucona
desastrada.
TRAVADA.
E chata.
Muito chata.
Sensível demais.
Escandalosa .
DRAMATICA.
Mimizenta
xiliquenta.
DEPRAVADA.
E assim, de adjetivos ela foi seguindo.
Nem sempre concordava.
As vezes vinham de pessoas que amava.
E doía.
Mas seguiu seu caminho e se tornou quem menos esperavam: uma mulher ora frágil as vezes forte mas que nunca deixou de brigar pelo que acredita.
Ainda hoje alguns desses adjetivos surgem como sutis brincadeiras.
Mas não são quem ela é em sua essência... pelo menos, não sempre.