quarta-feira, 29 de março de 2017

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Janela da minh'alma

Janela da alma
Aperte os ferrolhos
Quem sabe nao entrem
Melhor que não saia
Aquelas lembranças que se perderam
Aqueles sentimentos que não acrescentam nada

Janela da alma
Aceite os cadeados
Fechada estará protegida
Não deixará que saia a sua verdade
Também não entrará o medo
Nem mesmo as falsas esperanças
Guardado estará seu segredo

Janela da alma
Nem mesmo entreaberta
Melhor seria de uma vez tranca la
Antes que lhe invadam
Ainda há tempo de fecha la
E quem sabe assim
De tão guardada
Sua real identidade
Infinidade de sentimentos
Estarão eternamente preservados

Outros tons de cinza


Preto e branco se misturam
Desenhando seus contornos
Ora claro são seus sonhos
Escuros seus pesadelos
Numa fusao complexa
De anseios e de medos
Se alvo tom lhe permeia
As eperanças infantis
Nem sempre são tão claros
O que lhe faz infeliz
Mas se não há certeza entre tons
Se pretos ou brancos ou não
O cinza lhe cai bem
Perfeita combinação

Outros tons de cinza



Preto e branco se misturam
Desenhando seus contornos
Ora claro são seus sonhos
Escuros seus pesadelos
Numa fusao complexa
De anseios e de medos
Se alvo tom lhe permeia
As eperanças infantis
Nem sempre são tão claros
O que lhe faz infeliz
Mas se não há certeza entre tons
Se pretos ou brancos ou não
O cinza lhe cai bem
Perfeita combinação

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

A princesa de olhos azuis

A princesa de olhos azuis

Que linda princesa
De pele alva e voz forte
Mãos finas delicadas
Tão alegre tão engraçada
Muita luz e sorte

De grave a alta voz
Risada farta e sincera
Passional e geniosa
Com alma sedenta de paz
Viu em cuidar e ser generosa
Refúgio em sua ânsia voraz

A menina brejeira
Que gostava de brincar
Viu sua inocência
Suas bonecas de pano
Seus sonhos de princesa
Mudarem com os anos
E de mocinha em mulher
Ela foi se transformar

Desejando que o tempo
Com ele trouxesse
Asas de liberdade
Anseios atendidos
Liberdade e contentamento

Princesa de olhos azuis
Tão profundos e tão bonitos
Um dia perderam o encanto
Ficaram opacos e sem cor
De tristeza invadidos
Foram pouco a pouco seduzidos
Pela magoa e dor

Aquela princesa linda
Que a todos encantava
Viu sua luz tão intensa
E sua voz embargada
Se tornarem tão fraquinhas
E ela que se sentia sozinha
Agora so chorava

Olhos azuis como o céu
Como o mais belo mar
Aqueles que tantos amavam
E sempre irão amar
Se sentiram inertes
Não sabiam como ajudar
A princesa linda
Que tanta bondade tinha
E esbanjava alegria ao passar

Mas as princesas habitam castelos
Vivem em mundos tão irreais
Ela queria viver
Onde seus sonhos se realizassem
Fosse fácil a felicidade
E a alegria viesse a reinar

Então num lampejo de esperança
Aquela que um dia criança
Queria morar no céu
Num castelo de chocolate
Nuvens de algodão
Todo colorido de rosa
Onde tudo cheirasse a flor
Pediu ao papai do céu
Que daqui a levasse
E em seu colo a embalasse
E a fizesse dormir
Então a linda princesa
De todo mal curada
Poderia sem culpa
Finalmente dormir

Princesa linda dos olhos azuis
Tanta saudade ficou
Da sua voz e abraço
Sorrisos e risadas
Do seu jeito escancarado
De encantar e seduzir

Princesa linda foi morar
Em seu castelo dourado
De onde olha para todos
E o amor a perdoou
Por amor e de saudade
Te carregamos no coração
Sua eterna morada
Onde você princesa encantada
Sempre esteve guardada
Com afeto carinho e fé
Que um dia nos encontraremos
E você toda contente
Nos dirá entre sorrisos
So aqui eu sou feliz
No meu castelo de sonhos
Onde a felicidade encontrei
Abraçada com Deus

para Minha Diva italiana Bruna Ciello Doto. Você estará sempre comigo. Saudade eterna 

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

alma famigerada

Não vou mendigar o pão do afeto
As migalhas que caem da sua mesa 
Não saciam a fome que sinto 
Você julga ter o bastante 
Mas que não oferece livremente 
Não compartilha por não ter 
Só oferece quem o tem em abundância 
Não suplicarei nacos de carinho 
Ainda que o coração cativo 
Me levem ao suplice pedido 
Pobres dos que suplicam o que tanto desejam 
E auto comisseracao é ainda mais lamentável 
Não implorarei amor 
Ainda que sedenta e famigerada por ele. 
Amor deve ser dado livremente 
Incondicionalmente 
E amar assim deploravelmente implorando 
É antes de mais nada falta de amor próprio 
E não ter amor e só mesmo 
É não amar ninguém 
Então porque implorar algo que não se sabe usar?
 Pobres Almas perdidas tão mesquinhas e tão pobres 
Sequiosas por sentimentos que deveriam cultivar em si 
Molhar o coração seco ainda que com lágrimas 
Mas brotar em si o Jardim de boas emoções

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Foge por medo ou covardia
Se esconde por querer
O desejo que a consome
A fome que a devora
O instinto que a detê
 Se o pecado a impede
O errado não conduz
Incerteza de quem espera
Vontade de quem seduz
E se por errar não pondera
Tentando não consegue
Desejo carne e fogo
Tesão perigo a ceder
Pecadora assumida
Desejar foi o seu mal
Cobiçar o bem alheio
O desejo o seu medo
Seu olhar pecado mortal