Em um mundo devastado
De tristeza
Dor
Fome
Desilusão
Temos fome de paz
Temos fome
Temos fome de irmãos
Nos consolamos no pouco
Nos recolhemos em casa
É nosso alívio
E também nossa prisão
Pessoas se rendem em batalhas
Têm medo sede e frio
Outras derrubam muralhas
Sangram as mãos e suas vidas
Se perdem em telas cheias de brilho
A vaidade já sem importância
Aumentam os espaços reais
Alimentadas pela aceitação
De quem sabe ser mais e mais
Num mundo onde tem muito
Menos paz tranquilidade de pão
O sono já tão frágil
A insegurança tão fulgaz
Buscam incessantemente
Algum algoz ou herói
Que os justifiquem
Talvez por eles briguem
Numa Terra que já se briga de mais
Tudo vira luxo
Vira lixo
Necessidades banais
E até a fisiologia que remete ao imundo
Tem seu valor alto demais
Pois guardar papéis de limpeza
Até remetem pureza
Mas não saciam fome reais.
Então a falta de amor
A individualidade que jazia
Perdeu a significância
O abraço um beijo e um cheiro
Passaram a ser caros demais
Artigos de elegância
Que o dinheiro não compra
Mas que transformam o vazio
A solidão
E a dor
Em pessoas normais
De sentimentos preservados e agora
Revividos
QUE por muito terem passado
Agustiado e sofrido
Resolveram se render a falta
que o amor faz
Ciência e política discutem
Solução de um inimigo invisível
Criar cura ao mal
Que parece ter vindo
Para ser cura também
O inimigo mostrou ao mundo
Que o que ele mais valoriza
Dinheiro vaidade individualide
E cobiça
Não sacia fome
Não salva parentes
Nem preserva vida
E a fé que outrora
Era coisa esquecida
De um momento ao outro
Como única opção
Passou a atar laços
Entre crentes ateus e duvidosos
Que por medo ou remorso
Preferiram apenas crer
Num invisível herói
Que venha e salve
Liberte trate e cure
Um mundo tão grande
Onde grande é o medo
De fome, sofrer e morrer
Anjos de branco socorrem
Já o fazem tão bem
Aqueles que choram gritam ecoam
Tristeza falta de ar e horror
São anjos destemidos
Que abandonam seus sentidos
E salvam vidas por amor
O mundo então vazio
Há muito tinha perdido
Noção do verdadeiro valor
Precisou que um inimigo
Invisível aos olhos
E de grande destruição
Mostrasse as pessoas
O valor que pessoas têm
Que família vive junta
Que amigos seguram mãos
Que amor cura alma
E a fé o coração
Escrito por mim as 4 h após mais um plantao
De insônia medo e tristeza por estar longe dos meus filhos e sem saber se estou ou não contaminada por Covid. Alimentada pela fé
segunda-feira, 6 de abril de 2020
segunda-feira, 16 de março de 2020
Venha nos meus sonhos
Hoje vou dormir mais cedo
Venha nos meus sonhos me encontrar
Acorde me com o leve tocar dos dedos
Minhas faces estarão úmidas de tanto chorar
Mas que importa se minha saudade
É fiel amiga da insonia que me assola
Por favor venha, tem piedade
Rever te é como dor que me consola
Dormirei um sono profundo
Para que você tenha tempo para ficar
E te abracarei em nosso mundo
Onde temos liberdade de voar
Mas venha sem pressa e me abrace
Aqueça me com seu calor
Não vou querer que o tempo passe
Quero tê lo pelo tempo que for
E faremos promessas de eternidade
Onde eterno é o nosso amor
Mas venha hoje nos meus sonhos
Vou ficar te esperando
Onde poderei toca lo
Senti lo de novo me amando
E quem sabe nos meus sonhos
Você possa ficar
Venha nos meus sonhos me encontrar
Acorde me com o leve tocar dos dedos
Minhas faces estarão úmidas de tanto chorar
Mas que importa se minha saudade
É fiel amiga da insonia que me assola
Por favor venha, tem piedade
Rever te é como dor que me consola
Dormirei um sono profundo
Para que você tenha tempo para ficar
E te abracarei em nosso mundo
Onde temos liberdade de voar
Mas venha sem pressa e me abrace
Aqueça me com seu calor
Não vou querer que o tempo passe
Quero tê lo pelo tempo que for
E faremos promessas de eternidade
Onde eterno é o nosso amor
Mas venha hoje nos meus sonhos
Vou ficar te esperando
Onde poderei toca lo
Senti lo de novo me amando
E quem sabe nos meus sonhos
Você possa ficar
cálice da paixão
Bebe o cálice doce da Paixão
Como o sedento pede água
Sorve gota a gota em desespero
Como se matasse a sede
De quem espera e não tem
Poderia escolher farta se
Das efêmeras relações noturnas
Mas era daquela dor sufocante
Sua necessidade e saciedade de ter
Teria um oásis se quisesse
Um paraíso ao seu dispor
Mas preferia a realidade inconstante
Do que a ilusão acolhedora
Como o sedento pede água
Sorve gota a gota em desespero
Como se matasse a sede
De quem espera e não tem
Poderia escolher farta se
Das efêmeras relações noturnas
Mas era daquela dor sufocante
Sua necessidade e saciedade de ter
Teria um oásis se quisesse
Um paraíso ao seu dispor
Mas preferia a realidade inconstante
Do que a ilusão acolhedora
desejo escondido
Desviou do olhar pela primeira vez
Quis fugir
Tentou dissimular o desejo com indiferença
Falhou
O arrepio na pele pelo toque displicente entregou suas intenções
Desviou o assunto
Retrucou com rispidez
A voz rouca embargada pelo tesão calou
Não foi a última vez
Que quis o que não lhe pertencia
Que ansiou pelos beijos sofregos que jamais seriam seus
Seu corpo ávido pelo toque ardente de mãos que não lhe seriam permitidas
Nao era seu
Tinha outra dona
Outra boca
Gemeria alto provocado por lábios
Nao seriam os seus.
A noite queimando pelos pensamentos mais pecaminosos e libertinos
Seu corpo perecia
O desejo tinha nome
O pecado tinha corpo
A vontade tinha apenas uma descrição
Sua sentença a solidão da noite
Quis fugir
Tentou dissimular o desejo com indiferença
Falhou
O arrepio na pele pelo toque displicente entregou suas intenções
Desviou o assunto
Retrucou com rispidez
A voz rouca embargada pelo tesão calou
Não foi a última vez
Que quis o que não lhe pertencia
Que ansiou pelos beijos sofregos que jamais seriam seus
Seu corpo ávido pelo toque ardente de mãos que não lhe seriam permitidas
Nao era seu
Tinha outra dona
Outra boca
Gemeria alto provocado por lábios
Nao seriam os seus.
A noite queimando pelos pensamentos mais pecaminosos e libertinos
Seu corpo perecia
O desejo tinha nome
O pecado tinha corpo
A vontade tinha apenas uma descrição
Sua sentença a solidão da noite
domingo, 17 de novembro de 2019
túmulo
Frente ao tumulo eu me prosto
A saudade é tão cruel
Tenho raiva de você por morrer
Chega a doer essa angústia de querer te ver e não conseguir
Rogo a sua ausência que acalente essa dor
Ela não cala
e eu grito
Grito seu nome
Vocifero adjetivos que você nunca teve
Mas impávido não me ouve
Não atende minhas súplicas vãs
Tento inerte te pedir que venha
Em sonhos
Em lembranças
nos meus anseios
E você esta calado
Para sempre
A saudade é tão cruel
Tenho raiva de você por morrer
Chega a doer essa angústia de querer te ver e não conseguir
Rogo a sua ausência que acalente essa dor
Ela não cala
e eu grito
Grito seu nome
Vocifero adjetivos que você nunca teve
Mas impávido não me ouve
Não atende minhas súplicas vãs
Tento inerte te pedir que venha
Em sonhos
Em lembranças
nos meus anseios
E você esta calado
Para sempre
domingo, 13 de outubro de 2019
Insisto em correr
Passos não vacilem
Eu preciso chegar além
A cada passo me descompasso
Me faço em pedaços
E apenas espero chegar
Vagueio por ruelas
Não sei bem o motivo
Mas me sinto sozinha
e vago
Quero um lugar pra ficar
Em noites assim
Ao menos hoje quero ficar aqui
Não quero tristeza
Essa sensação de dor cruel
Me sinto consumir
e continuo andando sem rumo
Tão dificil continuar
tão facil vacilar
Errar é costumeiro
Não fui feita para acertos
Cega me perdi
Errante me achei
Perdida me encontrei
Os pés doem
E insisto em correr
Eu preciso chegar além
A cada passo me descompasso
Me faço em pedaços
E apenas espero chegar
Vagueio por ruelas
Não sei bem o motivo
Mas me sinto sozinha
e vago
Quero um lugar pra ficar
Em noites assim
Ao menos hoje quero ficar aqui
Não quero tristeza
Essa sensação de dor cruel
Me sinto consumir
e continuo andando sem rumo
Tão dificil continuar
tão facil vacilar
Errar é costumeiro
Não fui feita para acertos
Cega me perdi
Errante me achei
Perdida me encontrei
Os pés doem
E insisto em correr
Pássaro
Era pássaro
Vôo alto
liberdade
vento no rosto
Coração solto
Deixou que lhe aparassem as penas
Primeiro voou baixo
Depois tiraram suas penas
Apenas andava
Então o colocaram numa gaiola
Não tinha vontade de se soltar
Então não voou mais
E preso que estava esqueceu de ser livre
Vôo alto
liberdade
vento no rosto
Coração solto
Deixou que lhe aparassem as penas
Primeiro voou baixo
Depois tiraram suas penas
Apenas andava
Então o colocaram numa gaiola
Não tinha vontade de se soltar
Então não voou mais
E preso que estava esqueceu de ser livre
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