sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Jogo de azar

A casa não fala
Está em silencio
o cronômetro enguiçou
Nada resta
O que havia de vida evaporou
Eu me despedacei
Me neguei
Não peço desculpa, não quero desculpa
Meu crime pago com sangue
Do coração que está em cacos
Tenho o orgulho ferido
Ele me é servido feito veneno
Vou bebendo e rindo
Fingindo ser forte,
Eu caio
A sombra na parede tem Um rosto
O meu esculpido em pedra,
O olhar perdido
De quem se perdeu num jogo
Apostou a própria alegria
Vou sangrar seus dias
Não há força pra levantar o copo...
O corpo
Não sou eu o dono do jogo.
Não tenho o que apostar.
Perdi a vida

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